Companhias Aéreas e as Férias.
Escapando das roubadas
26/10/2009 | 00:00
Por Marcos Credie
Então se decide viajar. Aproveitar o tempo de férias e da melhor maneira possÃvel botar o pé no mundo, sair da rotina e vivenciar outros costumes, hábitos e compreender a sistemática mundial dos povos.
Não há nada que se compare à experiência de uma viagem, pois o aprendizado agregado ao se deparar com novas culturas, principalmente aquelas que confrontam os nossos valores, é uma lição que carregaremos por toda a vida. Logo, o dinheiro gasto num passeio torna-se um rico investimento pessoal.
No entanto, em uma ou outra dessas bandas ao redor do globo, ou mesmo por nosso paÃs, podem acontecer momentos desagradáveis, principalmente se envolverem aeronaves, as companhias de aviação e seus guichês nos aeroportos.
Primeiramente, quando pensamos em problemas acerca dos vôos – o que para muitos já é assunto cheio de tensão – não podemos focar somente nos constantes atrasos, resultado do caos aéreo pelo qual o nosso paÃs passa, mas também nos problemas causados durante o check-in, antes e depois de embarcar na aeronave.
Ultimamente tornou-se rotina o surgimento de tarifas excessivas, cobradas subitamente dos passageiros ao despachar as suas malas. Usualmente os valores de peso permitidos, informados pelo site das Cia. aéreas e até por seus atendentes, diferem dos admitidos e cobrados na hora do embarque. O resultado é um desembolso compulsório e inesperado que pode vir a ser o primeiro rombo orçamentário do viajante.
Não bastasse, com ou sem excesso de bagagem, ainda é iminente o perigo de extravio, tornando, inclusive, a esteira para retirar as malas uma verdadeira sala de orações.
Ou então, a hipótese do cadeado que você julgou incorruptÃvel estar violado e alguns (ou todos) os seus pertences, geralmente os mais valiosos e importantes, terem sido furtados. Presentes, acessórios domésticos e câmeras fotográficas são alguns dos itens que podem desaparecer entre vôos e conexões nos aeroportos. E, pior, é impossÃvel reaver esses bens!
Não saberia ao certo informar qual dessas hipóteses de dissabor é a pior, no entanto é importante frisar que, uma vez despachadas as malas, a companhia aérea se responsabiliza objetivamente pela sua bagagem, ou seja, ela tem o dever de cumprir a sua função com excelência, sendo ela carregar e entregar os pertences dos passageiros no estado em que lhe foram atribuÃdos.
É comum, portanto, ações na justiça – a maioria com êxito - requerendo indenizações por danos materiais, fruto do desembolso excessivo, reparo pelo prejuÃzo moral que o passageiro sofreu pelo stress do extravio ou furto, como também por atrasos que prejudiquem a viagem, conexões e compromissos agendados dos passageiros.
Cabe ao lesado buscar por documentos que comprovem ter sofrido qualquer um dos casos acima, geralmente diretamente nos guichês de atendimento das Cia. aéreas nos aeroportos ou então no atendimento de reclamações de bagagem, situado ao lado das esteiras de malas, e que tem por função resolver estes impasses. Guarde todos os recibos de roupas e acessórios que tiveram de comprar pela falta da Cia., pois estes também deverão ser reembolsados.
Portanto, o conselho é munir-se de provas e não deixar de aproveitar as férias, afinal, deixe para esquentar a cabeça quando voltar de viagem, pois sair de sua rotina é um momento único e nenhuma roubada pode estragar um momento tão gostoso e mágico da vida.







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